Christian Beyer. Da decodificação dentária à Psiconeurodontologia

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Tenho 54 anos Nasci em Estrasburgo, sou odontólogo e criador de Decodificação Dental, que agora chamamos de Psiconeurodontologia. Tenho comprovado que tomando consciência das questões do espírito se detém os problemas dentários. Meus cursos são acompanhados por dentistas, outros profissionais de saúde e pessoas que procuram conhecer melhor seu inconsciente e de sua árvore genealógica.

O que motivou a aparição do termo “Psiconeurodontologia”?

A necessidade de mudar o nome foi por facilitar minha aproximação com a Universidade, porque minhas viagens para o exterior me tem dado a oportunidade de ser convidado a apresentar-me diante dos estudantes e reitores das faculdades, assim, me propus em dar andamento à algo mais científico. Psiconeurodontologia explica em uma palavra a essência do que eu faço. Um vínculo entre a psique e a odontologia, e “neuro” foi adicionado para incluir a dimensão cortical neurológica de todo o sistema nervoso. Então é um vínculo entre esses três níveis: o dente é um espelho no qual vejo a psique e que está vinculado  à neurologia.

O termo “decodificação” será esquecido ou continuará sendo usado?

Será mantido. A palavra decodificação nos explica que um sinal se transforma em palavras. Assim, nos dentes temos um código que é incompreensível, e decodificar é passar deste código para uma expressão clara. Uma cárie é um código do inconsciente para dizer que algo não vai bem. A decodificação é pegar esse código e transformá-lo em palavras para que a inteligência possa compreendê-lo. Assim seguimos falando sobre decodificação. O título muda para ‘Psiconeurodontologia’, mas o conteúdo é o mesmo.

Existem pessoas a quem importa as bases científicas do que aprendem. O que você diria à estas pessoas  sobre a formação em Psiconeurodontologia?

Um professor de universidade me disse: “Por que você acredita que o que você faz não é científico?” “Porque me dizem”. “Ok, você experimentou o que você faz?” “Sim”. “Você já teve mais de 36 casos usando sua metodologia?” Eu disse: “Sim, eu tenho cerca de 15.000”. Então ele me olhou e disse: “Você tem olhado a vida, você vem fazendo uma pergunta, você está tendo uma hipótese de resposta, e com esta hipótese você tem confrontado  a vida para ver o que a vida te responde. Se você tem mais de 36 respostas positivas, você tem direito à denominação do procedimento científico “.

 

Em termos de reconhecimento institucional, recebi um prêmio de excelência científica por meu trabalho, e devo dizer que existe também no nível do mundo  científico oficial uma área chamada psiconeuroendocrinoimunologia que é ministrado em faculdades de Milão e em outras faculdades do mundo, a qual reconhece que não existe separação entre a psique humana, os estados psicológicos, a atividade neurológica, a atividade endocrinológica e a atividade imunológica. Isso significa que a medicina, que queria conhecer o corpo humano, começou como deveria ser. Cortar o corpo em pedaços e cada especialidade se ocupar do seu pedaço, mas hoje em dia um movimento normal de inteligência reúne todos os dados de cada explorador em uma imagem global do humano, e a psique humana, o que o  humano conhece como a psicologia, forma parte do ser humano. É porque somos humanos que temos uma psicologia e como temos uma psicologia somos animais da espécie humana.

Quais os benefícios a Psiconeurodontologia pode trazer à alguém?

Para todos os seres humanos a Psiconeurodontologia é um descobrimento de si mesmo, um encontro consigo mesmo e um conhecimento de si mesmo. A diferença é que é o encontro do que eu não sei sobre mim.
Por exemplo, de acordo com estudos da OMS, todos os seres humanos na Terra têm pelo menos uma cárie. Então, para todos os seres humanos da Terra eu tenho palavras para eles em função de suas cáries. O indivíduo que tem uma cárie pensa que é uma interação material com o mundo que o fez ter cárie. Uma interação com o açúcar, com o alimento, com uma má escovação, é uma interação material. A contribuição da Psiconeurodontologia é fornecer a informação de que suas cáries são o resultado de uma interação verbal com o mundo. Em sua relação humana houve um choque e o resultado desse choque são suas cáries, e isso é o que eu posso ensinar sobre ela.

Uma cárie muito clássica formada desde a infância até os oito anos, é a cárie na parte de cima do dente número seis, na parte inferior do lado direito. O dente número seis é o primeiro molar, que virá na boca por volta dos seis anos e que muito frequentemente desenvolve cárie. O que a criança entende do mundo é que ele come muito açúcar ou que ele não escova os dentes. A Psiconeurodontologia vai dizer à essa criança que na realidade há algo nele que espera palavras para nutrí-lo e que são palavras de seu pai lhe dizendo: “Estou orgulhoso das coisas que você faz”. É o que chamamos de consideração, e consideração é um pedaço, uma parte na visão inconsciente, é uma presa que eu tenho que pegar, e não alcanço. Então aparecem as cáries. Porém, se o pai diz essas palavras à criança, a cárie estaciona ainda que não se perceba. O tecido perdido não retornará, mas o processo de destruição estaciona, e então apenas o dentista poderá preencher o orifício causado pela cárie com material adequado.

Isso significa que o trabalho dental que é feito atualmente ainda é necessário?

Sim. Há 15 anos vejo a Psiconeurodontologia em um triângulo no qual está o dentista, um paciente e essa especialidade. Nunca a vi na área do dentista. Meu objetivo não é eliminar o dentista e colocar a decodificação ou a Psiconeurodontologia, mas sim adicioná-la.

Alguém conhecer mais sobre si mesmo através dos dentes, é uma ajuda para ter dentes melhores ou ajuda  a pessoa em geral?

Ajuda em sua vida em geral. Por exemplo, no caso anterior da criança, a partir  do momento em que o indivíduo entende que há uma parte dele que necessita dessas palavras, já sabe e pode mudar toda sua vida, porque mesmo que não saiba, mesmo sem perceber vai querer seguir fazendo coisas dizendo a si mesmo “quando eu tuver feito isso, meu pai vai me dizer”, mas seu pai não lhe diz. Então toda a sua vida está no sentido de receber isso, e a partir do momento em que lhe digo não, o que você espera é isso, vá falar com ele, vá ver seu pai e diga a ele “papai preciso saber se você está orgulhoso do que eu tenho feito”. E o que isso vai mudar na sua vida é te dar mais tempo para viver e para fazer outras coisas.

Como você passou de um odontólogo tradicional a desenvolver esse conhecimento?

Eu tive a sorte de nunca ser tradicional (risos). Desde o início dos meus estudos as observações que eu fazia provocavam perguntas em mim que não encontravam respostas. Quando eu era estudante na faculdade os primeiros pacientes que atendi permitiram que eu observasse a particularidade simétrica das cáries. quer dizer,, vários pacientes tinham uma cárie em um dente e outra cárie no mesmo dente do outro lado da boca, na mesma região. Várias observações idênticas e uma única pergunta, o que provoca isto? Que a cárie se limite a dois locais idênticos, no mesmo dente, mas em lados opostos … E a partir desse momento comecei a buscar o que determinava uma simetria no corpo, o que relacionava o lado direito e o lado esquerdo, etc.

A  pesquisa foi feita através de perguntas aos pacientes?

Não, no começo eu me fazia perguntas e procurava a resposta na acupuntura, medicina chinesa, homeopatia, osteopatia, cinesiologia … Todas essas investigações diferentes sobre o corpo humano que haviam descoberto particularidades de acordo com a observação que aplicavam e meu cérebro foi somando todas essas coisas, até que um dia eu tive uma hérnia de disco e pensava que a tinha resolvido através de técnicas normais, mas eu tive uma recidiva, e foi então que eu disse a mim mesmo: “Essa hérnia de disco não é mecânica, vem de algo meu “, e conheci alguém que me explicou que a biologia reage às emoções que eu não escutava, que não as deixava sair, e que somente encontrava este meio para expressar-se. A partir desse dia, eu entendi que tinha que mudar minha pergunta sobre o dente, porque perguntava sempre qual é o erro que meu paciente tem cometido para ter uma cárie, a partir desse dia mudei a pergunta por: qual é o interesse do meu paciente em ter essa cárie? Do que o alivia? E a partir daí eu comecei a ter as respostas que confrontavam com a realidade dos meus pacientes, e foi quando comecei a fazer-lhes perguntas.

E  por curiosidade, com qual dente conectou esta hérnia de disco?  

 Oh, não era com um dente, porque isso é outra coisa, muitas vezes pensamos que existe um vínculo binário entre um dente e uma parte do corpo, e isso provoca esses tipos de perguntas. Mas na verdade não. O aspecto comum entre um dente e uma parte do corpo é uma emoção comum. E essa emoção, que é a mesma, em função de seu aspecto conceitual, irá instalar-se na matéria do corpo ou escolherá um dente para se expressar, porque o dente tem essa diferença: terá a necessidade de se nutrir do conceitual. A “consideração” é algo conceitual, é um alimento do espírito humano, não do estômago animal. Em outras palavras, o animal pegará uma gazela. A gazela é concreta, existe ou não existe. Consideração não, nenhum animal se chama “consideração”.

Refere-se ao que a criança no exemplo anterior queria ‘pegar’. A consideração sob a forma de palavras de seu pai …?

Sim, esse seria o nível conceitual e se espressaria com uma cárie  no dente número seis.

O que deve fazer  alguém que queira aprender Psiconeurodontologia?

O primeiro passo é tomar conhecimento dos elementos básicos, que hoje ocupam três seminários. Cinco dias, cinco dias e três dias. E nestes treze dias no total estão as bases fundamentais que nos permitem ver o dente em relação com a psicologia humana, com o espírito humano,  com a dimensão mental do ser humano. Mas o indivíduo que tenha aprendido estas bases, todavia ainda tem um caminho adiante  para  poder praticar a Psiconeurodontologia, embora esse caminho também possa ser feito.

É  necessário ser profissional?

À esta base todos podem ter acesso, porque acredito que todas as pessoas devem se conhecer, mas se alguém quiser aprender para praticar hoje eu sei que pelo menos você precisa ser dentista, porque é complicado. olhar uma radiografia,  reconhecer um dente, entender sua forma em relação a uma forma normal …, e toda decodificação começa com um diagnóstico e o diagnóstico é a obra de um profissional. Mas nos cursos iniciais existem tanto odontólogos como pessoas que não o são.

Os participantes dos cursos levam também informações sobre o que os seus próprios dentes dizem sobre eles?

Sim, porque nesses cursos de base os alunos levam sua radiografia dental, e em um dado momento, em alguns casos, vou projetar sua radiografia e fazer uma leitura de sua boca e então vão descobrir coisas que estão em seu inconsciente e assim sair com um conhecimento novo da existência disto em sua psique.

Pode nos contar um episódio que ilustre isto?

Quando projeto a radiografia de um aluno eu sempre pergunto “O que você quer que eu observe?”, ” Em que parte de você e de sua vida gostaria que ajudasse? Então ele me disse: ” quando faço algo, faço uma parte e paro, volto a começar e paro, e volto a começar e paro”. Observo sua radiografia e pergunto sobre sua árvore genealógica e descubro que muitas crianças de sua genealogia perderam seus  pais  muito cedo, incluindo ele. E digo à ele esta frase: ” o tempo não durou suficientemente”.

 

O menino que aos 11 anos  vê seu pai morrer desejaria que durasse mais, “e como poderia fazer para que estes 11 anos durassem  mais?”. Eu os vou cortando em  pedaços e vou vendo um pedaço por vez, como os episódios de telenovela, uma hora uma vez por semana. São dez horas de série de tv mas vai durar 10 semanas… e esta informação é nova para ele. Compreende assim que seu comportamento era a busca de uma solução para um sofrimento, e hoje tem a liberdade de poder fazê-lo de outra maneira.

Quando um indivíduo descobre aspectos inconscientes próprios tem também repercussão em sua família?

Sim, sempre. Mas o indivíduo não deve transferir esta informação à sua família, creio que deva ser capaz de escutar coisas quando se tem a capacidade de receber esta informação. Não posso comer um bife de 500g às duas horas da tarde se ja havia comida ao meio dia. Não posso. Não que eu seja bobo, é que não posso. Estes 500g preciso estar preparado para comê-los. Com uma informação é a mesma coisa.

E  por quê é bom para a família se a pessoa não vai transferir a informação?

Porque ela ou ele vai mudar sua visão de si mesma graças a essa informação. Não se transforma em outra pessoa, se torna mais ela mesma, e sua relação com esta família vai mudar, e então algo vai mudar também na família.

Esta formação serve para trabalhar com crianças?

Sim, mas muito mais que para as crianças vai servir para os pais. Prefiro dar essa informação aos pais para que alcancem conhecer seus filhos. Frequentemente um pai olha para seu filho e diz “és meu filho, eu sei  como és, sou teu pai”. E é aí onde digo não, nossos filhos não são outra versão de nós mesmos, são outros e a Psiconeurodontologia me permite descobris quem está aí.

Usando a radiografia panorâmica da criança?

Sim, mas tenho que esperar que a criança tenha 14 anos. Se a criança tem problemas antes dos 14 anos utilizo a radiografia de sua mãe, e de seu pai, se possível.

Isto quer dizer que o profissional que trabalhe com crianças pode apresentar soluções para um problema da criança através da Piconeurodontologia?

Sim, eu faço sempre, muito frequentemente pessoas vem me procurar porque seu filho ou sua filha tem um problema, e como a criança tem um problema aparece o problema da família. Solucionamos o problema da família e o problema da criança desaparece.

Com uma radiografia panorâmica de um bebê voce teria informação do seu futuro desenvolvimento?

Não pode fazer uma panorâmica de um bebê. Tenho que esperar até que tenha 14 anos, e não posso ter uma visão do seu futuro, posso ter uma visão daquele que prevê um futuro.

Se refere ao seu inconsciente…

Sim. É o inconsciente quem nos leva até um futuro, mas do que vai estar composto o futuro, não sei, o que eu sei é que muitos dos nossos projetos futuros são feitos para curar sofrimentos do nosso passado. Eu tenho meu passado e também o passado dos meus, se compreendo o passado dos meus já não preciso ter um futuro para curá-lo, sou livre para outro futuro, o meu.

Se aprende o que está relacionado aos dentes ou também a outras enfermidades da boca? Poderia dar um exemplo?

Também se decodifica as enfemidades da boca. Um exemplo… as aftas. A primeira coisa que descobri é que se tenho uma enfermidade na boca, é que na minha relaçao com alguem tenho uma sensação de submissão. A afta, por exemplo, nos expressa o conflito gregário universal: todo ser humano necessita de um grupo para sobreviver. Necessito de um grupo que me dê de comer, e, a nível profissional, é muito fácil de compreender. Necessito estar empregado, ter um emprego que me dê dinheiro, que me permita comprar o que comer. Isso o cérebro sabe. Ao meu superior hierárquico que assinou meu contrato de trabalho, o inconsciente o vê como um dominante porque tem o poder de me dizer sim ou não. Se me diz sim eu trabalho, tenho dnheiro e tenho o que comer. Se me diz não já não tenho mais dinheiro e já não tenho o que comer. Então é dominante. Depois sabemos que quando vamos a uma entrevista de trabalho temos que estar bem vestidos, temos que apresentar um curriculum vitae, uma imagem, e é esta imagem que me vai permitir ser aceito ou não. A partir do momento em que entro, os anos vão passando e me dou conta de que meu chefe me deprecia e me diz qualquer coisa, mas não posso reagir, tenho que me calar para conservar minha imagem de empregado modelo, serviçal, amável, mas no interior eu tenho outra verdade, e essa luta entre a imagem que me permitiu entrar nesse grupo e minha verdade que tenho muita vontade de dizer vai resultar uma afta, porque não posso dizer a ele minha verdade. Isto é a afta, conservar a imagem que me permite estar nesse grupo para poder comer.

E o que deve fazer alguem que tem aftas?

Dar-se conta desse mecanismo pelo que vive sem dar-se conta. Mas a fotografia é evidente e lá vai ver, e tem escolha e não vai sofrer mais, porque no dia seguinte, quando seu chefe lhe falar de maneira rude, vai ter um sorriso porque estará de acordo com o que lhe expliquei, e inclusive se calar-se vai rir de tudo o que ocorreu. Então não terá mais aftas. Isso não quer dizer que tem que dizer tudo o que pensa, mas, que vai se calar compreendendo porque se cala.

Quais  são as próximas chamadas de formação em Psiconeurodontologia?

A próxima formação é em Barcelona e se chama “O ciclo do espírito”. É outra descoberta a qual tem me levado a Decodificação Dental ou  a Psicolneurodontologia, como a chamaremos a partir de agora: o conhecimento dos dentes, a compreensão do vínculo entre o dente e a psique humana. Se chama o ciclo do espírito, e está baseado em uma noção universal: em todos os seres humanos do mundo há um ciclo idêntico. Aos tres anos todas as crianças do mundo têm 20 dentes de leite, aos seis anos todas as crianças do mundo têm o primeiro molar, aos doze anos todos teremos o segundo molar, entre o primeiro e o segundo, todos os dentes de leite são trocados por dentes permanentes, e todos os seres humanos entre os dezoito e vinte e um anos tem um molar do juízo que tem que sair. Então, temos de maneira universal, o tempo zero, que é o nascimento; tres anos, vinte dentes de leite; seis anos, um molar; doze anos, um segundo molar; 18, um terceiro. E isso é um ciclo. O que isso nos diz? O surgimento de cada dente expressa uma maturação da função neural e então um desabrochar de nossa psique. Nossa visão do mundo muda, nossa visão de nós mesmos tambem, é um amadurecimento e este amadurecimento está em um mesmo ritmo para todos. É o ciclo do espírito e o conhecimento deste ciclo é uma ajuda terapêutica extraordinária.

Uma ajuda terapêutica para a própria pessoa ou para um profissional que faça terapia?

As duas coisas. Além de aprender como ferramenta terapêutica, a pessoa vai compreender muitas situações que lhe tem chegado em sua vida e que até esse momento não tinham sentido, e isso vai tomar um sentido e vai ser extraordinário. Não é um curso vivencial, é um curso acadêmico, mas vou fazer também um seminário de cinco dias de experiencia do ciclo do espírito, e esse seminario sim é vivencial e residencial. Não será um ensinamento escrito mas uma experiência direta. Tenho feito muitos cursos experienciais mas não nesse mesmo tema.

Já que falamos de espírito, a psique e o espírito é o mesmo?

Não, a psique é uma estrutura, o espírito é uma dinâmica. O espírito é um movimento permanente, é o veículo de intercâmbio de informações. São João, na Bíblia, disse “O espírito é o veículo capaz de chegar a Deus”. É um veículo e se move. A psique é uma estrutura, na qual informações veiculadas pelo espírito se vão depositando ou não. Para que uma informação do espírito se ponha na estrutura e atue tenho que ser consciente.

Então, para esclarecer-me, em quais partes você vê um ser humano?

Um corpo e um espírito, e entre os dois uma mente. E diferencio no aspecto mental, um mental inferior, no qual acontecem ações intelectuais destinadas a compreender o mundo terrestre e a interagir com ele, e um mental superior no qual há uma atividade intelectual destinada a comprender o Céu e não a Terra.

Agora existem máquinas que medem o campo energético de cada pessoa. Este campo tem a ver com seu espírito?

Não. O campo energético é natural, é como se fosse o campo eletromagnético de qualquer objeto com eletricidade, mas nos humanos essa energia, do campo eletromagnético pessoal, expressa a visão mental que o indvíduo tem da vida. É uma expressão do mental, não do espírito.

Para terminar, que tenho que fazer para chegar aos cem anos de idade com todas as peças dentais?

(Tempo para reflexão) Estar em paz com quem sou… Compreender que quem sou é perfeito, que o que não está bem é como eu vejo a vida. Mas o ser humano faz o contrário, pensa que não está suficientemente bem para sobreviver, para chegar ao que quer. Se quero conservar meus dentes, que estão vinculados a quem sou, tenho que estar em paz com quem sou e acolher tudo o que vem, não estar em luta nem pensar que tenho que mudar o mundo ou que tenho que mudar a mim mesmo. Estar em paz.

Dados

Adolfo Díaz Ubeda

adolfodiazubeda@gmail.com

La entrevista se hizo en el hotel Preciados de Madrid el 21/4/2017

 

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